Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
Problema complicado
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Carlos Botelho
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"Bancarrota Sócrates"
PS: o partido albanês que lidera também é co-responsável pela situação. Não esquecer o que eles foram dizendo ao longo do tempo, sempre prontos a mudar de opinião conforme as atitudes do líder. E relembrar, sempre, as mentiras que foram ditas na última campanha eleitoral. Basta visitar o blogue Simplex.
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Nuno Gouveia
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Gilese
Um óptimo sítio para o bacharel Sócrates lançar um clube de jogging.
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Tiago Mendes
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Sim, sim, sim! Faremos, um dia! (Lá mais para o Verão)
Aqui.
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Jorge Costa
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Much ado about less than nothing
Os custos de financiamento do Estado, nos mercados de dívida, não apresentam alterações significativas, nem seria natural que apresentassem.
Por várias razões. Com a medida adoptada pelo Governo para corrigir a execução orçamental e garantir um défice de 7,3% no final do ano, absorvendo o fundo de pensões da PT, o Governo mostra a sua falta de vontade para mudar. Não resolve nenhum problema de fundo e agrava os já existentes. As medidas anunciadas para 2011, tendo embora impacto na despesa e na receita, são, em todo o caso, reversíveis, e está por provar que serão politicamente exequíveis. A esquerda do PS não pode viabilizar um orçamento que reduz salários e pensões, e, até prova em contrário, a direita não se dispõe a permitir um aumento de impostos. Entretanto, o toque de trombeta para mobilizar resistências está dado. Tudo somado, nada de certo se prefigura. É natural que os mercados reajam em conformidade.
A racionalidade de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira deveria, pois, estar a ocupar o essencial do debate, que só poderia – eventualmente – ser substituído por um outro: em torno de medidas que, efectivamente, fossem susceptíveis de começar a infundir confiança e substituir a necessidade do Fundo; suficientemente virtuosas para – eventualmente – produzir a almejada diminuição dos custos de financiamento. O que se fez não vai nesse sentido. Mas, mesmo na circunstância de haver força de vontade e entendimento político para as pôr em prática, por que razão o fazer na incerteza sobre os seus efeitos nos custos de financiamento, e não com a certeza (taxas de juro mais reduzidas) e as disponibilidades do Fundo?
A questão aparece com tanta mais pertinência quanto se, e quando, formos forçados, pela contínua pressão das taxas de juro, a recorrer ao Fundo, o orçamento que, entretanto, anda Portugal inteiro a discutir passa a ser um nado-morto. Mas um nado-morto já razoavelmente encarecido, política e financeiramente falando.
A Alemanha só aceitará o recurso português perante um programa de consolidação orçamental a sério, com algumas reformas a sério, muito mais duro do que o ontem anunciado. Entretanto, ter-se-ão queimado mais umas semanas ou, na melhor das hipóteses, meses, mobilizando resistências contra algo que nada vale, pois o que vier a valer terá de ser a... valer.
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Jorge Costa
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Pé-coxinho
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Paulo Tunhas
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Estamos satisfeitos? Ou queremos mais 15 anos de socialismo?
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Miguel Morgado
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Incompetência ou simplesmente má-fé?
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Paulo Marcelo
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Leitura facultativa
Hoje no CM
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Paulo Pinto Mascarenhas
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Leitura obrigatória
Paulo Tunhas
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Paulo Pinto Mascarenhas
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Grande Finale (52)
À bout de souffle, Jean-Luc Godard, 1960
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Carlos Botelho
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Etiquetas: Grande Finale
Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
Read his lips
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Nuno Gouveia
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Para lavardes os olhos
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Carlos Botelho
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Austeridade (5)
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Miguel Morgado
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Empurrar o buraco com a barriga (& escavá-lo um bom bocado mais)
* A mentirinha chalada de que Portugal faz o que fez a Grécia, a Espanha ou a Irlanda. Não faz. Portugal anunciou que vai fazer. Os países nomeados fizeram.
** Um simples anúncio é uma a declaração de uma intenção; mantém tudo no domínio do virtual, e há tempo para a resistência natural se organizar; ver, portanto, para crer.
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Jorge Costa
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Austeridade (4)
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Miguel Morgado
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Austeridade (3)
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Miguel Morgado
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Austeridade (2)
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Miguel Morgado
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Austeridade
Espera-se também uma descarga em força da propaganda oficial nos meios do costume.
Let's roll and let's be careful out there, como dizia o Sargento Phil Esterhaus.
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Miguel Morgado
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Eis um discurso que apoio
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Jorge Costa
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The aldrabation record

No Público de hoje, o Rui Tavares assina uma crónica inteligente e bem-humorada sobre o já célebre "bad english" de Sócrates e os seus muitos críticos, a quem chama provincianos.
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Pedro Picoito
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O que que aí vem
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Jorge Costa
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Governo e Oposição
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Miguel Morgado
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Ver e ouvir José Medeiros Ferreira na SIC-N: Absolutamente.
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Fernando Martins
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Sócrates e os impostos
Vale a pena recordar, com a devida vénia às produções cor de rosa.
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Paulo Marcelo
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2010
A OCDE e o IMI
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Ricardo Rio
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Democracia Económica
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Ricardo Rio
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Divertissement
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Jorge Costa
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Parece-me
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Miguel Morgado
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Morra Marta
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Jorge Costa
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Candidato do BE contra o Governo
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Nuno Gouveia
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Isto não há como santos de fora para fazerem milgares (de persuasão)
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Jorge Costa
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Mistério
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Pedro Braz Teixeira
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EFSF ou não EFSF? EFSF, o resto é som e fúria
A activação do Fundo depende de um pedido formal do Estado interessado e do acordo da... Alemanha. A posição em que se encontra a Alemanha face a um eventual pedido de ajuda de um, ou dois países, é forçosamente ambígua: teria de convencer a opinião pública a engolir mais um sapo, ou dois. Mas não pode, por outro lado, estar interessada em diferir por muito mais tempo uma decisão de acolhimento de tais pedidos, porque a turbulência que se está a intensificar, consequência de se protelar, não a beneficia em nada.
Tudo terá, porém, de partir de uma decisão política do Estado em apuros. Essa é, a meu ver, como já aqui referi há nove dias, a decisão mais importante a tomar. Se fôssemos racionais, uma vez na vida, estaríamos a ponderá-la, melhor: a tomá-la neste momento, dado que se tornou inevitável - a menos que se desse o milagre de o Governo fazer, de moto próprio, uma inversão de 180 graus na forma como vem gerindo (?) as Finanças Públicas. Um orçamento aprovado sem consideração pelo que, com a mais elevada probabilidade, terá de acontecer arrisca tornar-se num acto gratuito nos efeitos, e gravemente consumidor de «recursos políticos».
Activar já, ou não activar (mal!), o Fundo Europeu de Estabilização Financeira é o conteúdo do verdadeiro dilema. O resto é som e fúria. É de uma insensatez imperdoável continuarmos a arrastar os pés, necessitando de um mercado que já só nos financia a custos impossíveis.
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Jorge Costa
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Fora-de-portas
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Maria João Marques
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Da Vigarice e Propaganda
Habilidosos, no Intermitente.
Novas do cainesianismo tuga, João Miranda no Blasfémias.
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Miguel Morgado
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Sr. primeiro-ministro, quer o pin da minha conta?
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Alexandre Homem Cristo
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Da série "O Som e a Fúria"
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Pedro Picoito
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Xeque-mate
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Jorge Costa
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A hora do Presidente
Só mais tarde, com o estatuto político dos Açores, o Presidente endureceu o tom. Apesar das referências às questões sociais e à dívida externa, a palavra mais forte: "insustentável", só surge em 2010, com o agudizar da crise financeira. Cavaco conseguiu ser mais contundente com o seu próprio partido do que com o Governo. Recordo o episódio Fernando Lima, a poucos dias das legislativas; e a tese da "melhoria incontestável", no dia da apresentação do projecto de revisão constitucional.
O Presidente mostrou um entendimento modesto dos seus poderes. Veja-se o afastamento que manteve em relação à crise da Justiça. Ou a tibieza a propósito do aborto ou do casamento homossexual, temas caros ao seu eleitorado natural. Mesmo em territórios mais técnicos, como as obras públicas, optou por não enfrentar publicamente o Executivo, promulgando as novas concessões rodoviárias e a linha de TGV Poceirão-Caia, com custos financeiros (2765 milhões) que o país dificilmente suportará.
Cavaco tentou posicionar-se acima dos partidos, o mais longe possível da crise, conseguindo afirmar-se como farol de estabilidade. Mas ao cair do pano a crise rebentou-lhe nas mãos. Ao reunir esta semana com os partidos, o Presidente acaba por fazer aquilo que sempre quis evitar: envolver-se directamente no processo orçamental, uma matéria que curiosamente conhece como ninguém. O desfecho das negociações, e da crise subjacente, marcarão o seu mandato.
No nosso sistema semipresidencial, apesar de não poder dissolver no último semestre do mandato, o Presidente mantém plena legitimidade para intervir em situações de impasse como o que vivemos. É aliás para isso que vale a pena eleger o chefe de Estado por "sufrágio universal e directo". Para uma figura discursiva e ornamental não valeria a pena gastar tempo e dinheiro.
Acredito que Cavaco Silva vai colocar o interesse nacional acima do seu calendário eleitoral. É natural que pressione os partidos a aprovar o orçamento, evitando uma crise política. Mas mais importante do que ter um orçamento, é não adiar de novo os cortes na despesa pública que a situação financeira exige e os mercados internacionais aguardam. Tanto mais que a fragilidade da economia não permite um novo aumento de impostos.
A hora é do Presidente. Mesmo não sendo ainda candidato, as próximas semanas serão decisivas para Cavaco Silva. Esta crise orçamental será o maior desafio para a sua reeleição.
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Paulo Marcelo
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010
From the outer space (& etc.)
Disse. Não se vislumbra muito bem o propósito, mas lá que disse, disse. Se a ideia era irritar quem se situa na sua base natural de apoio político, que não por acaso coincide com quem se situa no espaço onde é pensável a viabilização do orçamento, sem que a aprovação deste se converta, acto contínuo, numa reacção explosiva em cadeia, conseguiu! Uma vez mais!
Ou: a ideia é a de que não basta a viabilização do orçamento pelas forças partidárias à direita do PS, mas que estas deverão empenhar o seu voto favorável, empenhando-se, portanto, no apoio a um orçamento qualquer, pretensamente negociado, de facto não negociado de todo, pois o apoio pré-garantido pela direita seria o preço a pagar para que o PS não o procure à sua esquerda? O Presidente estará, assim, a convencer a direita parlamentar a oferecer-se como refém incondicional do já-estou-por-tudo em que se transformou o partido do governo?
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Jorge Costa
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Obama em problemas
Hoje escrevi sobre isso no Era uma vez na América.
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Nuno Gouveia
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Mais um aumento de impostos
Para compor a equação, o governo lá foi buscar um aliado, desta vez ao estrangeiro. Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, esteve hoje em Portugal para prestar auxílio ao governo. Gurria é membro do Partido-estado que governou o México durante grande parte do século XX e que faz parte da Internacional Socialista. É bom ter amigos socialistas sempre prontos a ajudar José Sócrates.
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Nuno Gouveia
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Pois
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Jorge Costa
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A Queda
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Miguel Morgado
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Degrau a degrau
Esta é curiosa, pois traduz algo que já aqui escrevi várias vezes - as descidades de rating das agência estão sistematicamente atrasadas em relação a tudo, incluindo aos mercados, que, por seu turno, etc. São quase, coitadas - bem as podem vaiar - forçadas a corrigir as avaliações. Se as agências fossem sérias e para levar a sério...
Continuar a ler aqui.
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Jorge Costa
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Grande Finale (51)
The Damned (La caduta degli dei - Götterdämmerung),
Luchino Visconti, 1969
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Carlos Botelho
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Etiquetas: Grande Finale
Domingo, 26 de Setembro de 2010
Impostos
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Miguel Morgado
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O país com orelhas de burro - um conto para adultos
Hoje no CM, pode ser lido com a entoação da ministra da Educação no já célebre vídeo.
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Paulo Pinto Mascarenhas
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Duas perguntas
Uma pergunta de ontem, outra de hoje.
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Paulo Tunhas
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13:56
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As conclusões da ladainha
A ladainha dos últimos tempos é o crescimento económico. O que fazer ao défice? "O nosso problema é o crescimento económico". E a dívida externa? "Temos de crescer". E a balbúrdia do resto do País? "Sem crescimento, nada feito".A ladainha tem a sua razão de ser, note-se bem. Mas quem a reza tem de perceber que ela obriga à oposição a este governo. Quer se considere que o estímulo económico deveria provir da redução da carga fiscal, quer se julgue muito mais apropriado o aumento do investimento público, as decisões que este governo tomou, toma e tomará no futuro previsível são danosas para o mal geral do País, a ausência de crescimento económico, o tal objecto da ladainha.
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Miguel Morgado
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Sócrates e a crise anunciada
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Jorge Costa
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12:17
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Recomenda-se o pânico (actualizado)
* Como amigo avisado vale por muitos (Obrigado!), aqui fica um link para o post de Vítor Bento (SEDES): temos de recuar a 1995 para encontrar spreads iguais aos de hoje.
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Jorge Costa
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12:04
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Sábado, 25 de Setembro de 2010
Uma enorme chatice (uma bomba orçamental prenunciada há muito tempo)
0. Nota prévia. Não é apenas a informação que é escassa, relativamente à execução orçamental. Este ano é atípico por diversas razões, que nos colocam dificuldades acrescidas, quando queremos medir o grau em que a execução orçamental se afasta (ou converge) do programado. Foi aprovado um Orçamento do Estado que, como se previu aqui, desde os primeiros minutos (sim, primeiros minutos!) seria rapidamente invalidado, não pelo Parlamento que o aprovou, mas pelas instâncias internacionais, designadamente as europeias, que, à força, perante os desenvolvimentos da crise de dívida soberana, da qual somos protagonistas e não vítimas, como quer fazer crer o governo, nos forçaram a rever as metas.
De um défice de 8,3%, fomos obrigados a comprometer-nos com um objectivo mais ambicioso (7,3%, um esforço de poupança adicional da ordem dos 1.700 milhões de euros), que deu origem a um documento chamado Relatório de Orientação de Política Orçamental, totalmente omisso em relação aos objectivos intermédios para a despesa e a receita, pelo que os dados de execução de que vamos dispondo, além de elaborados num regime de contabilidade diferente do pressuposto nessas novas metas, não permitem saber com rigor onde estamos face a esses novos e determinantes objectivos finais. Estamos duas vezes às escuras. E, quando o Governo propala balelas como «a despesa está a crescer em concordância com o orçamentado», refere-se a um orçamento que, efectivamente, não vale, pois desconsidera o referido Relatório de Orientação, pelo que a mistificação é como a escuridão referida: dupla.
Em todo o caso, sem sabermos exactamente onde estamos face ao «onde» deveríamos estar, temos dados abundantes sobre a tempestade que se avizinha. Quer pela evolução do endividamento, quer pelo que se pode inferir, com razoável segurança, da própria execução orçamental, tal é a dimensão do despesismo que evidencia. Se não, vejamos. Ignoremos a meta orçamental de 7,3% e sigamos o «mapa» desactualizado do que teríamos de estar a fazer para atingir um défice bem maior, o de 8,3%. Basta para dar conta do desastre.
1. O défice conjunto das administrações públicas (Estado, Serviços e Fundos Autónomos, onde avulta o Serviço Nacional de Saúde), Administração Regional, Administração Local e Segurança Social, ou seja, o chamado «défice», deveria, em euros, diminuir este ano (contabilidade pública, de caixa), de 14.154 milhões de euros para 13.414, isto é, recuar 5,2%. Esse objectivo é instrumental para o tal «défice» de 8,3% do PIB: ou seja, aquele mais folgado que já nem sequer vale, que foi chumbado lá fora.
2. Os dados até agora divulgados, até Agosto para o Estado, os Serviços e Fundos Autónomos, e a Segurança Social, até Junho para as Administrações Regional e Local, apontam para um recuo do défice de apenas 1,1%. Portanto, bem aquém do que seria necessário (5,2%) para atingir a meta dos 8,3% do PIB.
3. Sucede que os dados divulgados estão brutalmente enviesados, por um padrão anormal de pagamento de juros. De facto, o Orçamento prevê uma despesa de juros no Estado, este ano, de 5.500 milhões de euros, um aumento, face ao ano passado, de 9,9%. Os juros, até Agosto, estavam a cair 8,5%. Nesse mês, tinham sido pagos apenas 57% do orçamentado, contra 68% em igual período do ano passado. Eis uma rubrica sobre a qual não é difícil antecipar a factura (os pagamentos há muito que foram contratados) e sobre a qual o Governo não pode falhar.
4. Como é óbvio, as comparações face ao ano passado, e a comparação da tendência face à tendência orçamentada, computada com estes dados, sai totalmente falseada. Se os juros tivessem tido o mesmo padrão de execução intra-anual do ano passado, muito próximo dos duodécimos, não teríamos pago até agora 3.148 milhões de euros, mas 3.766 milhões. Que vão ser pagos, ou já foram em parte.
5. Como se trata de uma despesa certa, por ventura a mais certa do Orçamento, é legítimo medir a situação com uma correcção a este efeito dos juros, para que o comparado seja comparável. Assim, o saldo conjunto das administrações públicas, com os dados reais até Agosto para o Estado, Serviços Autónomos e Segurança Social, corrigidos do efeito anómalo de um pagamento de juros concentrado nos últimos meses do ano, e das Administrações Regional e Local, no primeiro semestre, indicia um agravamento do défice de 8,5%, quando está pressuposto, no Orçamento do Estado, uma melhoria deste, em euros, de 5,2% (contabilidade pública).
6. Se os juros a pagar no final do ano ficarem dentro do orçamentado e tudo o resto mantiver a trajectória dos primeiros oito meses do ano (dos primeiros seis, para o caso das Administrações Regional e Local), no final do ano o défice ficará mais de 1.900 milhões de euros acima do orçamentado. Um valor que eleva o défice, com razoável probabilidade, acima do nível do ano passado, medido em percentagem do PIB (9,3%), admitindo o crescimento do produto e dos preços nos prognósticos do Governo. Uma chatice, isto tudo, não é?
Nota: como a presente discussão sobre o orçamento de 2011 não pode deixar de se ligar a uma correcta avaliação da situação, sob pena de ser uma discussão no ar, voltarei ao assunto. Como já deve estar claro para o leitor que teve a paciência de chegar aqui, esta situação explosiva não é alheia à crise que Sócrates está a semear.
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Jorge Costa
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20:14
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Bem vindos à Política
O Governo esta semana foi também absolutamente claro: O orçamento que será apresentado aumentará a carga fiscal e se não for aprovado o Governo demite-se.
As cartas estão na mesa e há dois caminhos:
1-Pedro Passos Coelho cede e viabiliza um orçamento que aumenta a carga fiscal.
- José Socrates continuará como PM;
- Cavaco continuará o seu passeio até Belém;
- Pedro Passos Coelho passará a ser um líder a prazo pois ninguém confiará num político que depois de andar 3 meses a afirmar as suas condições cede perante a ameaça do PM se demitir.
2- Pedro Passos Coelho não cede e o PSD não viabiliza o orçamento.
- O Governo demite-se.
- O PR terá de promover um Governo de salvação nacional;
- O desempenho do PR determinará o resultado das eleições presidenciais.
Como a capa do Expresso já evidencía, as pressões para PPC viabilizar um orçamento vão ser avassaladoras e virão de todos os lados.
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Pedro Pestana Bastos
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
O eterno problema da Verdade
Publicada por
Carlos Botelho
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22:51
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O que seria...
Publicada por
Paulo Pinto Mascarenhas
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21:06
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É difícil de perceber...
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Miguel Morgado
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21:04
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Crise política no horizonte?
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Paulo Marcelo
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16:26
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Hoje lembrei-me disto...
... sem ofensa para o almirante Pinheiro de Azevedo.
Publicada por
Fernando Martins
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16:23
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Descubra as Diferenças
Publicada por
Maria João Marques
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15:55
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O país real e o país tecnológico
Publicada por
Alexandre Homem Cristo
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15:16
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O que é importante
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Pedro Braz Teixeira
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010
Gerry & The Pacemakers: "You'll Never Walk Alone"
Publicada por
Fernando Martins
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21:55
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Socialismos
Publicada por
Pedro Pestana Bastos
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A esquerda e a legitimidade
Ou seja, o conceito de Estado Social, que concretamente não existe, cristalizou-se de forma a albergar qualquer coisa que venha da esquerda. Mesmo que a coisa seja um desastre (...)»Adolfo Mesquita Nunes, no Aparelho de Estado (Expresso)
Publicada por
Alexandre Homem Cristo
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16:15
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Da série "vale a pena ler"
Publicada por
Paulo Marcelo
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15:53
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O «Estado social» universal segundo Jorge Lacão: conteúdo da próxima sessão de propaganda governamental
You dress me up, I'm your puppet / You buy me things, I love it
You bring me food, I need it / You give me love, I feed it
And look at the two of us in sympathy / With everything we see
I never want anything, it's easy / You buy whatever I need
We never-ever argue, we never calculate / The currency we've spent
I love you, you pay my rent / I love you, you pay my rent
I love you, you pay my rent
And look at the two of us in sympathy / And sometimes ecstasy
Words mean so little, and money less /When you're lying next to me
But look at my hopes, look at my dreams / The currency we've spent
I love you, you pay my rent
I'm your puppet
I love it.
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Miguel Morgado
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Invertem-se os papéis
Publicada por
Paulo Marcelo
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
Vidas privadas, virtudes públicas
O Círculo de Leitores lançou hoje uma História da Vida Privada em Portugal, dirigida por José Mattoso. Tenho uma grande curiosidade em folhear os seus quatro volumes porque, à partida, desconfio da ideia: o conhecimento da vida privada vem, por definição, de objectos fragmentários e fontes indirectas. Sem uma narrativa coerente, há sempre o risco de chamar "história" a uma colecção de irrelevâncias alinhadas a martelo. Ao contrário do que por vezes se pensa, para praticar o género é necessário ter corrido antes, e não sem vagar, a história vida pública. Foi o que fizeram Duby e Ariés no velhinho original francês, que entregaram a sólidos especialistas nos respectivos períodos - com resultados desiguais, mesmo assim.
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Pedro Picoito
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23:21
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Dobrada
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Miguel Morgado
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21:59
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Dean Martin & Easy Riders: "Memories Are Made of This"
Publicada por
Fernando Martins
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21:26
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Política não é a Chuva de Estrelas.
Publicada por
Tiago Mendes
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20:12
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Rouba, mas faz
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Nuno Gouveia
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Complicado, muito complicado
Ora o défice em termos nominais, a medir apenas (e é pouco) pelos dados disponibilizados, está aumentar - escandalosamente, em resultado de um comportamento dificilmente explicável da despesa, que a mistificação verbal dos responsáveis das Finanças quer escamotear. Mostrarei em breve, com mais vagar, o que aqui ficou sugerido. Voltarei, pois, ao assunto. Tentando ser «gráfico».
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Jorge Costa
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A "europa", o açúcar, os sumos e a fruta
Segundo notícia do Sol, a "europa" irá mandar retirar açúcar dos sumos de fruta. Fá-lo-á em nome da saúde dos "europeus". Fica agora a faltar que a mesma "europa" mande pôr fruta nos mesmos sumos de onde o açúcar será removido.
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Fernando Martins
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17:49
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Portugal não está «bater certo», comenta-se no Financial Times
O melhor comentário está no FT Com Alphaville, o blogue do Financial Times. Vale a pena ler na íntegra, mas reproduzo aqui o trecho que me parece mais significativo:
Notaremos apenas - por muito cansativo que seja, cada vez mais, fazê-lo - que Portugal está ainda a pagar uma taxa acima do que poderia, se recorresse ao fundo de resgate da zona euro, e os investidores estão ainda claramente a tentar tirar proveito da dívida soberana europeia, protelando esse resgate.
Francamente, em algum momento teremos de esquecer leilões particulares e observar exclusivamente os sinais de (in)sustentabilidade da dívida a longo prazo. É, provavelmente, o que já estão a fazer os mercados de CDS [seguros de dívida, onde a curva para as maturidades crescentes já quebrou e inverteu], com os spreads irlandeses a alargar, apenas 24 horas depois de uma emissão bem sucedida.
No caso português, isso significa tomar nota dos planos do governo para reduzir ainda mais o seu défice futuro - mas também notar que o défice actual está a aumentar mais rapidamente do que o esperado.
É aqui que as coisas não batem certo.
Continuar a ler aqui. E acompanhar a notícia que foi topo de página ao longo de boa parte da tarde aqui.
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Jorge Costa
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17:02
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A intolerância em nome da tolerância
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Alexandre Homem Cristo
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Vital Moreira e a «desvergonha»
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Jorge Costa
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Sobre a hipocrisia do Bloco de Esquerda
A ler o excelente post do David Levy no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
Sócrates em visita aos EUA para contactos informais
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Jorge Costa
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Crónicas da Renascença: O Bispo de Roma em terras de Sua Majestade*

Bento XVI fez algumas alusões subtis a este passado, homenageando tanto a resistência britânica ao nazismo como a raiz cristã da Magna Carta, que garantiu as liberdades da Igreja face à coroa, ou visitando a Rainha em Edimburgo antes do Arcebispo de Cantuária, forma airosa de dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, ou discursando no local do martírio de Thomas More em Londres perante alguns dos seus sucessores no cargo, entre os quais Margaret Thatcher e Tony Blair (by the way, um recente convertido ao catolicismo). Mas a maior dificuldade da visita não estava na história turbulenta da ilha: estava nas actuais relações entre as Igrejas católica e anglicana, aspecto que escapou por completo aos jornalistas.
Convém recordar que o anglicanismo vive hoje uma crise gravíssima. A decisão de ordenar mulheres e homossexuais e de aceitar o casamento gay, tomada pelas igrejas de Inglaterra, Canadá, Estados Unidos e Austrália, provocou uma ameaça de cisma por parte dos asiáticos e dos africanos e a virtual cisão da fé anglicana em dois blocos étnicos. Mais do que isso, milhares de fiéis ingleses e muitos pastores, descontentes com mudanças tão radicais, pediram a admissão na Igreja de Roma, criando um problema canónico sem precedentes. Os bispos do Reino Unido e o Cardeal Walter Kaspert, responsável pelo diálogo ecuménico no Vaticano, temiam que esta vaga de conversões causasse algum incómodo entre os protestantes, além de naturais problemas de integração na comunidade católica. Há um ano, porém, o Papa surpreendeu tudo e todos ao criar uma estrutura autónoma, semelhante aos ordinariatos castrenses, exclusivamente para acolher os convertidos do anglicanismo, permitindo-lhes manter o seu próprio clero e a sua própria liturgia.
Foi uma verdadeira revolução e ninguém sabe o que vai acontecer agora. A transferência de fiéis continuará? O êxodo dos conservadores, em regra mais praticantes e comprometidos, reduzirá o anglicanismo à irrelevância? (Uma pergunta que paradoxalmente levou Bento XVI a defender, por várias vezes, a presença da religião no espaço público.) Do ponto de vista político, justifica-se que um país cada vez mais secularizado e multicultural mantenha a confessionalidade do Estado? Se isso mudar, muda também o papel da rainha como chefe da Igreja anglicana? E nos casos em que paróquias inteiras mudam de obediência, as igrejas (bens públicos, note-se) voltarão a ser propriedade da Igreja católica cinco séculos depois?
É curioso, ou talvez não, que o último acto da visita papal, a beatificação de Newman em Birmingham, possa ser visto como uma resposta a estas questões. John Henry Newman foi capelão universitário, fellow do Oriel College e fundador do Movimento de Oxford, antes de se converter ao catolicismo em 1845. A conversão, um choque para os amigos e conhecidos, provocou o fim da promissora carreira nos establishment anglicano e o início da eterna desconfiança da hierarquia católica, antes de ser nomeado cardeal por Leão XIII (também aqui um visionário) em reconhecimento pela sua obra teológica e pelo seu trabalho pastoral. Com efeito, os textos de Newman sobre historicidade da Igreja, razão e fé, autoridade eclesiástica e liberdade de consciência, escritos a propósito de algumas das mais acesas polémicas doutrinais da época, influenciariam profundamente Chesterton, Tolkien, C. S. Lewis, o Vaticano II e um jovem teólogo presente no concílio chamado Joseph Ratzinger. Ao deslocar-se a solo inglês para beatificar Newman, quebrando mais uma vez o protocolo, esse jovem teólogo, hoje Papa, confirmou a definição irónica de Oscar Wilde: a Igreja católica é só para santos e pecadores. "For respectable people, the Anglican Church will do".
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Pedro Picoito
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