O país prepara-se para um tombo sem comparação, pelos desafios que coloca, na história da democracia. A longa maturação do problema é dramaticamente complicada. Mas a sua precipitação, este ano, foi o produto de um (des)governo, aqui defendido com todas as unhas e todos os dentes. Na verdade, o tombo não tem comparação nenhuma em tempo algum da existência do país, pela razão simples de que o enfrenta, hoje, sem moeda própria e os instrumentos de ajustamento que ela providenciaria. Com a agilidade de um encerrado num colete de forças. Mas pelas bandas jugulares, num género assaz eduardo-pitta-quando-resolve-falar-do-que-não-sabe, que, infelizmente, para nós e, julgo eu, também para ele, é a maior parte do tempo, muito binário, muito distraído, o deputado e bloguer João Galamba fascina-se antecipadamente com o malabarismo que, julga, vão ter de fazer os que justificaram as medidas adoptadas pelo governo irlandês para tentar evitar o que lhe está a acontecer, como a Portugal, que seguiu o trajecto inverso do esbanjamento. A mim não me fascinam nada as cambalhotas que ele vai ter de dar para, como deputado, explicar a bondade de opções e políticas que sempre execrou, agora que o governo da maioria que ele integra as vai, à força, em breve, ser obrigado a executar. Cada um, enfim, diverte-se (no sentido pascaliano) como pode.
Terça-feira, 28 de Setembro de 2010
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1 comentário:
se tivesse moeda própria
a desvalorização implicaria inflação galopante
pois contrariamente a 92
quando o sr. cavaco desvalorizou em 25% os meus escudos (cambiados recentemente )
não importavamos os 60% da manjedoura
a produção de trigo não era marginal...e infelizmente ainda não comemos broa de milho em quantidade
desvalorizar uma moeda que nada compraria
era uma solução para a despesa do estado
mas teria implicações severas nas famílias
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