As notícias de hoje falam que o orçamento da Saúde fechou com resultado positivo. A propósito disto lembrei-me de uma das propostas feitas, na noite de ontem, pelos movimentos cívicos do “Não”. É simples. Como a partir de hoje a mulher grávida tem “direito” a abortar até às 10 semanas pago pelo Estado, se decidir não o fazer, defendendo a vida que tem dentro de si, deve ter direito a receber um subsídio de montante equivalente ao que seria gasto com o aborto no SNS. Tão simples quanto justo.E, como todos somos pela vida e contra o aborto, haverá consenso nacional sobre esta proposta, certo?


4 comentários:
A mim parece-me que os principais apoiantes do sim nesta questão da IVG não são nem pela vida nem pelo aborto. A sua principal preocupação focaliza-se na fracturação da sociedade portuguesa. Depois deste referendo outras questões se levantarão. Casamento entre homosexuais, adopção de crianças por parte dos mesmos, eutanásia e por aí adiante.
Tudo o que cause celeuma, seja exótico e extravagante estas alimárias votam SIM.
acho que essa proposta não procura justiça!
mas não deixa de ser uma proposta por isso respeito-a!
a propósito a mulher já recebe um subsídio mensal por cada filho que tem até estes atingirem a maioridade, ou então os 16 anos e trabalharem! é uma miséria de subsídio é certo!
acho sim que esse subsídio deveria ser muito maior! como na "europa desenvolvida" por exemplo! mas dessa europa ainda estamos muuuuito longe!
O Paulo descobriu a polvora. Meu caro, todos os que votaram sim( ou quase todos, enfim…) defendem a protecção na maternidade por parte do Estado, nomeadamente através de subsídios. Acontece que muitos dos votaram não, como já agora acontece, iriam dizer que são contra esse tipo de rendimentos mínimos, não é?
Meu caro anónimo das 11:44, e você ainda não viu nada: não tarda, esses comunas estão a defender a pedofilia, o casamento de homens com ovelhas, o direito dos padres casarem com as freiras e com outros padres, etc. Acho que começou o fim do Mundo!
caramelo
A proposta é obviamente demagógica, populista, simplista e oportunista.
Uma política de natalidade não se pode desenvolver dando uns trocos às mulheres. Chega da política dos subsídios. Ainda por cima um aborto até às 10 semanas não é, infelizmente, muito caro, visto ser químico. É pena ter de falar nestes termos, não concordo com nada disto, mas com propostas deste tipo podemos descer ao nível que quisermos.
Preocupem-se antes a tentar obter maior tempo para as licenças de parto, subsídios (já que gostam tanto) mas consistentes e justos ou educação de qualidade.
Ironias e piadas à parte, esta questão da demografia é um grande problema no nosso país e n está a ser muito divulgada nem discutida...
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